Tudo aconteceu em um instante, um instante notável, como nenhum
outro… Deus Se tornou homem.
Enquanto as criaturas da terra caminhavam
desocupadas, a Divindade chegou. O céu abriu-se e colocou o seu Ser mais
precioso em um útero humano…
Deus como um feto. A santidade dormindo em um útero. O Criador da vida sendo gerado.
Deus ganhou sobrancelhas, cotovelos, dois rins e um baço. Ele
esticou-se contra as paredes do útero e flutuou no líquido amniótico da
Sua mãe.
Deus se aproximou…
As mãos que primeiro o seguraram não iam à manicure; eram empoeiradas e cheias de calosidades.
Nada de seda. Nem marfim. Nem recepção espalhafatosa. Nem festa. Nem notoriedade.
Não fosse pelos pastores, não teria havido recepção. Não fosse por um
grupo de observadores de estrelas, não teria havido presentes…
Pelos próximos trinta e três anos, Ele sentiria tudo o que você e eu
já sentimos: fraqueza, cansaço, medo de fracassar. Ele ficou resfriado,
baforou e transpirou. Seus sentimentos foram feridos. Os Seus pés se
cansaram. E a Sua cabeça doeu.
Pensar sobre Jesus segundo este modo de ver parece quase irreverente,
não é verdade? Não é algo que gostamos de fazer; é desconfortável. É
muito mais fácil manter o lado humano fora da encarnação…
Mas não faça isto, pelo amor de Deus. Deixe que Ele seja tão humano
quanto pretendeu ser. Deixe-O entrar na sujeira de nosso mundo. Pois
somente dessa maneira Ele poderá nos tirar dali.
(Extraído da obra God Came Near, de Max Lucado)

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