"Aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo" Tito 2:13
Esperança é uma das palavras mais queridas do vocabulário
cristão. Ela tem alimentado a fé e fortalecido muitos cristãos através do
tempo, e nos momentos mais difíceis da vida. A esperança é um chamariz para o
futuro. Um desejo que acariciamos e gostaríamos que se concretizasse. Ela não
deve ser confundida com otimismo, que depende em muito das circunstâncias:
“Espero que apareça o emprego de que estou precisando; espero que aquele
relacionamento vingue; que o marido abandone a bebida; que o tratamento dê certo;
que o inimigo se torne amigo; etc”.
A esperança não depende de circunstâncias positivas. Também
não é o mesmo que pensar positivamente. “Sei que um milagre está a caminho”.
Nem tampouco é o mero desejo focalizado em coisas: curso, casa, dinheiro, promoção.
A esperança faz parte do tecido da existência humana e está urdida e entremeada
nos grandes acontecimentos da vida.
Esperança é o noivo e a noiva, no altar da igreja, dizendo
“sim” um para o outro no dia do casamento. É o que leva esse mesmo casal a
tentar mais uma vez, muitos anos mais tarde, depois de despedaçadas as
esperanças.
Esperança é a razão por que aquele time continua treinando.
É por isso que temos o exame de ingresso nas universidades. É por isso que os
hospitais estão abertos, na esperança de restaurar a saúde das pessoas.
Através do tempo, o povo de Deus desenvolveu a esperança do
advento. O desejo de se encontrar com o Salvador. Uma expectativa do futuro.
Paulo deu uma definição especial para o evento da segunda vinda de Jesus: ele a
chamou de “bendita esperança”. Para ele, essa esperança não era mero desejo ou
coisa incerta. Não era algo que, caso mantenhamos a esperança, talvez chegue a
se cumprir. Não cabe aqui nenhum sentimento de ansiedade, nem de meia verdade,
que admita que talvez Cristo não volte. A esperança de Paulo era segura. Era
uma expectativa confiante na vinda de Cristo.
Quantas mães cansadas de lutar para manter os filhos se
levantam cedo, trabalham o dia todo, deitam tarde e aguardam o dia em que essa
luta vai terminar! Quantos enfermos crônicos necessitam diariamente de cuidados
médicos e gostariam que logo essa fase passasse!
“Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela
será ricamente recompensada. […] Pois em breve, muito em breve ‘Aquele que vem
virá, e não demorará” (Hb 10:35,37).
-> Texto: José Maria Barbosa Silva
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